MGF - Mutilação Genital Feminina
Prezadxs, o @quebrandootabu postou , em tom celebrativo, um artigo que notifica a oficialização da proibição de mutilação genital feminina no Sudão. Eu mesma me emocionei lendo, essa é uma das brutalidades contra o coro feminino mãos violenta de que tenho notícia e me dói pensar que a prática tem taxa de crescimento positiva. Hoje eu deveria estar feliz mas os comentários ainda me fazeram chorar. De mulheres relativizando violência com a justificativa de ser uma prática cultural a homens dizendo que nem sabiam que isso existia, havia la fe tudo. Pessoas associando -erroneamente- a religião islâmica e a MGF, o tribalismo e a MGF.
Bolsonaro não foi eleito a toa, a desinformação é uma das muitas formas de manipulação e domínio de massas e assim, culturas vem perpetuando práticas violentas como a violência doméstica e o feminicidio, amplamente conhecidos e minimizados no Brasil, e a MGF sem medo de represálias. Essa prática SOCIAL, não religiosa, tem sua origem incerta mas esta crescendo dia a dia e o Sudão deu um passo muito importante que tantos outros países estão se negando a dar por fazer vista grossa para tal prática. Como vovó já nos ensinava para tornar as tradições mais brandas e suaves ao coração, 'o que os olhos não vêem, o coração não sente.' Toda a gente no planeta sabe, ou deveria saber, desse rito de passagem praticado em meninas e sem qualquer higiene, mas a grande maioria de nós prefere fingir demência. A verdade é que mesmo mulheres mutiladas que migram para zonas distantes de suas origens para salvar suas filhas deste mal têm vergonha de falar sobre sua própria dor, o que dificulta muito dar voz e corpo a movimentos de resistência e quebra de paradigma.
Contudo, a carne preta ainda é vendida por quilo e tem pouco valor. O que se passa na África fica na África e dormimos tranquilos nosso sono branco e inocente. Se você é uma dessas pessoas que não se importa com as nações pretas da africana e do oriente médio, saiba que na Europa branca e colonizadora, essa prática vem crescendo ano a ano. Não espere que sua filha chegue da escola pedindo para ser mutilada para se colocar. Fale agora, de voz agora, resista agora. Bate palmas para o Sudão agora.
Bolsonaro não foi eleito a toa, a desinformação é uma das muitas formas de manipulação e domínio de massas e assim, culturas vem perpetuando práticas violentas como a violência doméstica e o feminicidio, amplamente conhecidos e minimizados no Brasil, e a MGF sem medo de represálias. Essa prática SOCIAL, não religiosa, tem sua origem incerta mas esta crescendo dia a dia e o Sudão deu um passo muito importante que tantos outros países estão se negando a dar por fazer vista grossa para tal prática. Como vovó já nos ensinava para tornar as tradições mais brandas e suaves ao coração, 'o que os olhos não vêem, o coração não sente.' Toda a gente no planeta sabe, ou deveria saber, desse rito de passagem praticado em meninas e sem qualquer higiene, mas a grande maioria de nós prefere fingir demência. A verdade é que mesmo mulheres mutiladas que migram para zonas distantes de suas origens para salvar suas filhas deste mal têm vergonha de falar sobre sua própria dor, o que dificulta muito dar voz e corpo a movimentos de resistência e quebra de paradigma.
Contudo, a carne preta ainda é vendida por quilo e tem pouco valor. O que se passa na África fica na África e dormimos tranquilos nosso sono branco e inocente. Se você é uma dessas pessoas que não se importa com as nações pretas da africana e do oriente médio, saiba que na Europa branca e colonizadora, essa prática vem crescendo ano a ano. Não espere que sua filha chegue da escola pedindo para ser mutilada para se colocar. Fale agora, de voz agora, resista agora. Bate palmas para o Sudão agora.

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