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Racista, eu? Imagina...

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  Prezadxs, mais um 20 de novembro se passa e esse traz um amargo diferente dos outros na boca.  Hoje o  @ptbrasil  postou essa essa cirúrgica colocação de Angela Davis em uma outra imagem e precisei parar um pouco pra pensar sobre como tenho caminhado na esistêcia ao racismo.  Desde 2016 venho tentando ser mais ativa nos jogos politico-partidarios do meu querido Brasil, mudança motivada, principalmente, pela evidente ameaça a democracia que eu percebi já no anunciado golpe daquele ano. Em vez de participar só de eleicões plebiscitos e demandas pontuais da minha precença, eu decidi trazer a olítica pra minha casa, pra minha rotina.  Pra muita gente é difícil entender essa dimensão da política como sendo algo presente em todas as nossas possíveis existências. Mas é preciso encarar a verdade e aceitar que as nossas decisões políticas estão nos homens e mulheres que elegemos para nos representar mas tambem no recapeamento de estradas e na merenda da escola dos...

A experiência de ser uma mãe com sua propria caixa

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Prezadxs, eu não acho adequado inscrever os filhos em 10 atividades complementares pra formar excelentes profissionais do futuro. Sim, sou muito chata mesmo. Eu acho que o exercício da liberdade pra criar e e linerdade pra perceber o mundo são a maior e mais importante contribuição que a infância deixa nos adultos! Liberdade! Todos deveríamos ter mais chance de viver as influências das crianças que fomos nos adultos que somos. Por alguma razão que só Freud vai poder explicar,  em vez disso nos dedicamos a reduzir a infantilidade e a adultizar os pequenos. Queria eu saber que bem isso tem feito ao mundo ou aos indivíduos.  Mas é claro que como mãe tambem não deixo meu filho morrer a míngua sem investir parte do nosso tempo no seu crescimento enquanto ser social que vai sofrer a pressão das demandas. Mas esse exercício de formar um adulto mais capaz de brigar por vagas e postos tem regras peculiares aqui em casa. Ele tem no quarto um poster com nomes de  algumas das pessoas...

Aliencação parental e violência contra a mãe são irmãos siameses, não acha?

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  Queridxs, não estranhem o título. De cara eu já deixo claro que não tem mãe indiferente ao sofrimento do filho. Um pai que abandona o filho abandona tudo que cerca a criança e seu desenvolvimento. Abandona a escola, as praticas esportivas, a nutrição, a higiene, abandona o convívio saudável com as descobertas. E eu não posso falar muito de como o abandono influencia a vida dos pequenos mas eu posso falar com muita propriedade sobre como isso interfere na vida da mãe.  Meu filho tem um pai que é tão ausente quanto eu permitir. Por anos eu tive que mandar mensagem ou ligar e falar "ei, cade você? Gabriel não te vê faz XXXX tempo" Nessa época, eu ainda justificava a ausência ao meu filho. Desculpa filho, eu já aprendi. Dizia a ele que o pai estava trabalhando ou muito ocupado. Mentira. Ele gosta de jogar basquete e de se dedicar a vide-games. A isso ele se dedica grandemente! Mas o filho dele é divertido tambem. As vezes. Por horas limitadas e muito, muito espaçadas.  Quan...

Desculpa te incomodar mas eu fui estuprada

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  Prezadxs, estima-se que a cada 11 minutos uma mulher seja estuprada no Brasil. Enquanto eu decidia se escreveria ou não sobre esse episódio da minha vida, 390 mulheres foram estupradas só no Brasil. É preciso parar e respirar pra reler esta frase, o peso desta única sentença é incrível! Eu penso em mim e imagino o que está acontecendo agora com um millhar de mulheres agora, enquanto escrevo, enquanto você lê. E mais uma mulher acaba de ser etuprada. E enauqnto eu releio, mais uma. E mais outra.  A forma mais comum de tirar o valor de um discurso é evaziar a sua importância, diminuindo o seu peso, troçando. Acontece assim com os negros que são mimizentos por exigir um mínimo de reparação e respeito. Acontece assim com os sexualmente não normativos que são mimizentos porque exigirem direitos e respeito. Acontece com nós mulheres que somos mimizentas porque não queremos mais ser violentadas e exigem repsieto. Que ousadia dessa gente, exigir respeito... Tem que rir! A política d...

Meu filho não é meu.

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  Prezadxs, é verdade: meu filho não é meu. Eu carreguei, eu pari, eu cuido, mas ele não é meu. Tem uma quantidade razoável de deboche nestas linhas mas não tem outra forma de colocar o óbvio: meu filho não é meu. E o mundo está ai pra me lembrar disso a todo tempo. A maternidade é uma coisa muito curiosa, o universo a sua volta espera que você dê a vida pela sua prole, entretanto não te permite usar um pronome possessivo ao se referir a mesma. "Meu filho" é quase uma ofença! "Como seu? Você não é dona de ninguém!" E ele nem chegou na adolescencia, quando ele mesmo vai proferir essas doloridas palavras.  A mãe é quem tem que sacrificar, é quem responde socialmente e criminalmente pelo bem-estar e sucesso da criança. A-ham, criminalmente. Mas o filho não é dela. Não fosse esta uma acusação grave o suficiente. eu tenho mais uma: é a mãe que, historicamente tem que ceder pra que a taxa de natalidade seja positiva na unidade familiar. Não crê? Vamos, meu irmão, vamos ve...

Meu corpo, várias regras

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Prezadxs, hoje li uma postagem contando a história de várias mulheres que, por motivos que variam de tédio a demanda sanitária governamental, rasparam aas cabeças durante a quarentena. Em todas as histórias, contos de preconceito e roteiros de masculinização imposta se repetem.  Eu mesma estou com a cabeça raspada pela quarta vez na vida e tenha cá as minhas impressões a este respeito. É possível que eu não conte nenhuma novidade mas prefiro não me calar. É claro que todos já ouvimos teorias sobre como as mulheres não são donas de seus corpos mas somente alguns de nós conseguiu entender que a vida é um grande experimento prático e que esta teoria já foi provada repetidas vezes. Com e sem grupo de controle, sob parâmetros estritos, em laboratório, na rua, nas nossas casas. Testam nossos limites a todo tempo.  Voltemos, então, ao início da vida, para o momento em que a mulher perde a propriedade sobre seu corpo, para a hora exata em que ela recebe um corpo mas que já n...

Sobrevivência

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Decidi escrever sobre como estou passando por essa pandemia trancada em uma casa com meu filho e meu ex-marido. É, a covid-19 tem nos forçado certos aprendizados dispensáveis e outros cenários mas não há opção neste caso. Pois repleta de angústia, dor, medos, tisteza, ansiedade e sofrimento, acendi uma vela ao Santo Google para que me abençoasse com uma imagem que refletisse o meu momento, digitei SOBREVIVÊNCIA. A imagem que surgiu foi a que estampa esta postagem. Não era bem o que eu esperava... Não parece de grande importância mas eu sou minimamente esclarecida em termos de busca na internet e sei bem que as imagens que o google oferece representam uma realidade. Para ilustrar minha hipótese, sugiro digitar " Homem morto pela..." e deixe que o Google complete com sugestões. Em seguida, digite "Mulher morta pelo..." e proceda da mesma forma. Isso é uma realidade. Dolorida, subnotificada, camuflada e dissimulada, é real. O que, no mundo, pode significar essa i...